Escola de Sobral de Monte Agraço fechada a cadeado por falta de auxiliares

A Escola Básica e Secundária Joaquim Inácio Cruz, no Sobral de Monte Agraço, foi hoje de manhã fechada a cadeado, estando os alunos em protesto à porta por falta de funcionários, disse à Lusa fonte da GNR.

Segundo a mesma fonte, o portão do estabelecimento esteve “fechado a cadeado”, ficando alunos, professores e auxiliares concentrados à porta.

Entretanto, a GNR abriu o portão e professores e auxiliares começaram a entrar no estabelecimento, mas “os alunos não querem”.

Desde segunda-feira que não há aulas de Educação Física nos pavilhões e no campo “por falta de assistentes operacionais”, informou na sexta-feira a direção do Agrupamento de Escolas Joaquim Inácio da Cruz Sobral numa nota enviada aos encarregados de educação.

O agrupamento decidiu encerrar os pavilhões desportivos do Monteagraço e da escola, assim como o campo de jogos.

A partir da próxima segunda-feira, a reprografia e o bar passam a encerrar à tarde.

Na nota, a direção do agrupamento explicou que “tem vindo a alertar” a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares para “o facto de que os rácios [de assistentes operacionais] não estão a ser cumpridos”.

“Tentámos durante alguns meses encontrar várias soluções, mas que não ofereciam a sustentabilidade que as nossas escolas merecem e precisam, nomeadamente no que concerne às questões de segurança e acompanhamento das crianças”, adiantou.

Na nota é referido que número de assistentes operacionais na escola sede do agrupamento “é manifestamente insuficiente” e “agravou-se com o atestado médico de dois funcionários, faltas para consultas e faltas por doenças”.

O presidente da Associação de Pais, Carlos Levezinho, disse à Lusa que a associação, apesar de não ser autora da iniciativa de hoje, “está solidária com o problema” e tem vindo a sensibilizar várias entidades, entre as quais a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares para “a necessidade de colmatar as falhas”.

Segundo a associação, estão, pelo menos, em falta cinco funcionários, na sequência de dois falecimentos, de dois casos de mobilidade e outro por doença.

Além disso, houve funcionários que se reformaram e que não chegaram a ser substituídos.

Contactado pela Lusa, o Ministério da Educação esclareceu que este agrupamento de escolas “viu o seu corpo de funcionários reforçado no concurso que autorizou a contratação de 1067 assistentes operacionais” em todo o país.

O processo de contratação já foi concluído, adiantou, e o agrupamento “foi autorizado a contratar três funcionários a tempo indeterminado”.

Além disso, “foi atribuído novo reforço de horas” a este agrupamento.

A tutela explicou ainda que “as escolas podem recorrer à bolsa de contratação, para suprir situações de ausências prolongadas, assim que tenha sido concluído o processo de contratação dos funcionários a tempo indeterminado, o que agora já poderá ocorrer”.

A Associação de Pais vai hoje convocar os pais para uma reunião geral na terça-feira, pelas 21:30, no sentido de tomar uma posição.

A escola, no distrito de Lisboa, possui cerca de 700 alunos (do 5.º ao 12.º ano).

FCC // MCL

Lusa

Foto: ominho.pt

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