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Surf atrai investimentos turísticos de 13,5 milhões de euros a Peniche

A procura do surf em Peniche, onde se realiza desde 2009 a única etapa portuguesa do mundial, é responsável por 13,5 milhões de euros que estão a ser investidos em projetos turísticos no concelho, disseram hoje os investidores.

O MH Group, que em 2015 investiu 10 milhões de euros num novo hotel de quatro estrelas à entrada de Peniche, o MH Peniche, prepara-se para investir, nos próximos dois anos, outros 10 milhões de euros na remodelação de duas unidades hoteleiras na praia da Consolação.

Luís Cruz, administrador do grupo português, disse à agência Lusa que os investimentos são a pensar não só no turismo de negócios, mas também no turismo do surf ou nos turistas que procuram sol e praia, para “combater a sazonalidade”.

No MH Peniche, 15 a 18% são turistas que procuram Peniche por causa do surf. Aí foi demolido um antigo hotel e construído um novo, o que permitiu aumentar a ocupação em cerca de 45%.

Com 20 anos, o Hotel Atlântico Golfe está encerrado desde há um mês para entrar, dentro de dias, em obras de remodelação e ampliação, que deverão estar concluídas em agosto e que estão orçadas em cinco milhões de euros.

O hotel, de quatro estrelas, vai passar a ter o maior centro de congressos da região Oeste, para atrair turismo de negócios, vai aumentar a sua capacidade de 96 para 116 quartos e vai dispor ainda de ginásio e sala de massagens, a pensar nos desportistas.

Deverão ser criados 25 a 30 postos de trabalho, que se juntam aos 40 permanentes, que aumentam para 60 no verão.

Luís Cruz adiantou que, em 2018, o grupo vai investir quatro a cinco milhões de euros em obras no Hotel Dona Ritta Park, um hotel de três estrelas com 20 anos.

Junto à praia do Baleal, está também em construção o chamado “Eco Surf Resort”, um investimento de dois milhões de euros de duas italianas.

“Adoramos viver ao ar livre e pensámos trazer este conceito diferente para Peniche onde vamos ter, no meio da natureza, tendas e casas de madeira totalmente autossustentáveis em termos energéticos”, explicou à Lusa Eva Gramola, uma das promotoras.

O projeto, de quatro estrelas, contempla ainda uma área de restauração, um parque para skates, uma piscina e um espaço para atividades de saúde e bem-estar e vai ter uma capacidade de alojamento para 80 turistas.

Previsto ser inaugurado em maio, vai criar 10 a 15 novos postos de trabalho.

A poucos quilómetros de distância, na praia da Almagreira, está também a ser erguido um parque de campismo “virado para o turismo de natureza e desportivo e com várias intervenções de arte urbana, disse um dos investidores, Carlos Rodrigues, à Lusa.

O investimento português é de 1,5 milhões de euros, tem capacidade para 225 turistas em tendas, ‘bungalows’ e caravanas, vai criar entre seis a oito postos de trabalho e deverá ser inaugurado em julho. Ocupa uma área de 1,5 dos sete hectares de terrenos adquiridos.

Ambos os investimentos são financiados por fundos comunitários.

O presidente da câmara, António José Correia, estima em mais de 25 milhões de euros os investimentos ligados ao surf que surgiram nos últimos quatro anos no concelho, desde hotéis, lojas de desportos de ondas e alojamentos para surfistas, um dos quais foi inaugurado há cerca de três anos na praia do Baleal por suecos, que investiram cinco milhões de euros.

FYC // MCL

Lusa

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