Câmara de Torres Vedras lança concurso de 3,4ME para Museu do Carnaval

A Câmara de Torres Vedras decidiu lançar concurso para obras de transformação de um antigo matadouro da cidade no futuro Museu do Carnaval, um investimento de 3,4 milhões de euros para abrir ao público em 2018.

O presidente da câmara, Carlos Bernardes, disse à agência Lusa que se trata de um projeto “fundamental para a cidade, porque se Torres Vedras é conhecida muito se deve ao Carnaval, que é a sua grande imagem de marca”.

Além disso, o espaço vai permitir “desenvolver um trabalho ligado ao Carnaval durante todo o ano”.

De acordo com a proposta, aprovada por unanimidade pelo executivo e a que a Lusa teve acesso, está previsto um prazo de execução de cerca de 18 meses.

O autarca adiantou que o município estima adjudicar as obras dentro de seis a oito meses, apontando a abertura para o início de 2018.

O futuro Centro de Artes do Carnaval, junto ao qual o município inaugurou uma caraça gigante durante os festejos deste ano, vai ter três pisos, com loja, auditório, sala de exposições temporárias e centro de documentação (rés-do-chão), oficinas de expressão artística e oficinas de manutenção (1.º piso), sala de exposições permanentes, gabinetes de trabalho e sala de conservação e restauro.

Segundo um estudo económico divulgado, deverá receber por ano entre 75 mil e 116 mil visitantes e ter receitas anuais na ordem dos 380 mil euros, abaixo dos custos estimados em 431 mil euros.

Carlos Bernardes reiterou que este “vai ser o projeto-âncora” do programa de requalificação urbana para a zona norte da cidade, orçado num total de 15 milhões de euros, com financiamento a 85% por fundos comunitários.

Com a regeneração, o município pretende acabar com o estigma de a margem norte do rio Sizandro ser desfavorecida e atrair para aí empresas, fixar serviços públicos de proximidade e população.

Além das obras no antigo matadouro para criar o Museu do Carnaval, o investimento destina-se à regeneração urbana da encosta do Forte de São Vicente e dos respetivos bairros residenciais.

O programa vai incidir não só em obras de requalificação urbana de espaços e de mobiliário públicos daquela zona, como também na implementação de projetos ambientais, com a criação de zonas verdes, percursos para andar a pé e de bicicleta.

Estão também previstos projetos de inclusão social da população desfavorecida, através de um programa de aquisição e de recuperação de habitações, de índole económica, com a instalação de indústrias criativas, e outros culturais, com a deslocalização de associações e de atividades culturais.

FYC // ROC

Fonte: Lusa

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