Alenquer apresenta estratégia até 2020 com investimento de 25 milhões de euros

A Câmara de Alenquer vai apresentar no sábado o seu Plano de Desenvolvimento Estratégico até 2020, que prevê cerca de 25 milhões de euros de investimentos, entre os quais a requalificação urbana das vilas de Alenquer e do Carregado.

Apesar de não ter ainda fundos comunitários garantidos para o investimento, o presidente da autarquia, Pedro Folgado (PS), disse à agência Lusa que as principais apostas passam pela requalificação urbana daquelas vilas.

Desenvolver estas duas centralidades do concelho de forma sustentável é o principal objetivo, de acordo com o documento a que a agência Lusa teve acesso, sendo sete milhões de euros destinados à regeneração urbana, reconversão de zonas e espaços industriais, como a histórica fábrica da Chemina, em Alenquer, requalificação dos mercados, beneficiação da rede pedonal, criação de ciclovias e construção do Parque Verde Urbano do Carregado.

O diagnóstico do plano conclui que Alenquer e Carregado concentram 44% da população, segundo os Censos de 2011, e são a “força motriz do desenvolvimento do concelho”, necessitando, por isso, de soluções que contribuam para aumentar a qualidade de vida de quem ali reside.

Alenquer quer também desenvolver outros aglomerados urbanos, através de projetos de intervenção na Abrigada e Ota, Merceana e Aldeia Gavinha, Vila Verde dos Francos, Carnota, Olhalvo, Meca e Ventosa, com a criação de áreas empresariais, requalificação da rede viária e de espaços públicos, criação de parques verdes e de ciclovias, o que totalizam dois a quatro milhões de euros de investimento.

Potenciar o património natural e paisagístico, levando os cidadãos a redescobrirem Alenquer e a sua história, é outro dos objetivos, o que passa pela criação de roteiros turísticos para as serras do Montejunto e da Ota e para o centro histórico de Alenquer, pela promoção das quintas vitivinícolas, pela classificação de património, como a tradição do “Cantar e Pintar dos Reis”, e pela modernização e criação de espaços museológicos, como a Casa Damião de Goes e das Vítimas da Inquisição.

As linhas de desenvolvimento até 2020 passam também por ter um polo industrial e logístico competitivo, um setor primário desenvolvido e diversificado e um território com cariz empreendedor e inclusivo.

Entre os projetos, destacam-se a criação de espaços para acolhimento de empresas na Merceana, Carregado e Alenquer, um Centro de Valorização de Produtos Locais e requalificação das escolas da Merceana, Cadafais, Ota e Alenquer.

O diagnóstico do plano alerta como principais pontos fracos do concelho o deficiente aproveitamento dos recursos, falta de mão-de-obra especializada, dependência económica do setor da logística, que opera sobretudo a partir do Carregado, ausência de parques industriais, degradação dos centros históricos, falta de serviços de saúde e sociais, escassez de oferta cultural e envelhecimento da população.

Como pontos positivos, Alenquer está próximo de Lisboa, tem boas acessibilidades, estando perto da autoestrada A1, grande potencial agrícola, património histórico e cultural e empresas de média dimensão.

FYC // JLG

Fonte: Lusa

Você também pode gostar ...

0

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

1