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Pais de alunos da Lourinhã queixam-se de problemas nas refeições escolares

A Associação de Pais do Agrupamento D. Lourenço Vicente, Lourinhã, queixaram-se hoje da qualidade das refeições escolares e da falta de auxiliares nas escolas, tendo feito recomendações à Câmara, que informou estar a melhorar a situação.

Em comunicado, os pais mostraram-se “preocupados com a qualidade das refeições escolares”, apontando problemas como a falta de diversidade dos alimentos.

Em declarações à agência Lusa, Mafalda Taborda Lourenço, presidente da associação, exemplificou que as espécies de peixe usadas nas refeições variam entre “atum, pescada, bacalhau, granadeiro, abrótea e badejo”, do lado da fruta a empresa fornecedora distribui “peras, maçãs e laranjas” e as refeições com carne são na maioria à base de “produtos processados, como hambúrgueres e almôndegas”.

Contactado pela agência Lusa, o vereador da Educação na Câmara da Lourinhã, Fernando Oliveira, afirmou que os pratos são repetidos “de dois em dois meses, porque as ementas são feitas para oito semanas”.

Por outro lado, lembrou, que as ementas têm de ser “adaptadas a crianças dos 3 aos 9 anos”.

Os pais contestam, também, que a maioria dos alimentos seja de origem congelada, dando o exemplo das batatas, o que não será permitido no caderno de encargos.

Os problemas foram elencados num relatório elaborado pela associação de pais a pedido da câmara municipal.

No documento, a que a Lusa teve acesso, são também sugeridas melhorias a fazer tanto nas refeições servidas até ao final do ano letivo, como no caderno de encargos do concurso que o município se prepara para lançar, com vista a garantir a confeção e o fornecimento das refeições no próximo ano letivo.

Fernando Oliveira adiantou que, após recomendações dos pais, vão feitas melhorias nas refeições, uma das quais passa pela introdução da banana, para variar a fruta, ainda neste ano letivo.

A associação de pais alertou, ainda, para a falta de auxiliares, sobretudo nas escolas básicas de segundo e terceiro ciclos de Ribamar e Afonso Rodrigues Pereira, cada uma com 400 a 500 alunos.

Mafalda Taborda Lourenço, presidente da associação, afirmou que cada uma das escolas tem cerca de cinco auxiliares, que “regularmente estão de baixa médica, sem serem substituídos”, havendo por isso um défice de vigilância aos alunos nos recreios.

“Há pais que entram e saem da escola para irem buscar os filhos e não encontram um único funcionário. É um pai ou uma mãe, mas podia ser alguém exterior à escola”, alertou.

O autarca, por seu turno, esclareceu que cada uma das escolas tem cerca de 15 auxiliares, um número que “está dentro do rácio por aluno estipulado pelo Ministério da Educação”, desconhecendo problemas resultantes de falta de vigilância e remetendo para a direção do agrupamento a gestão dos auxiliares.

O Agrupamento de escolas tem cerca de 1.700 alunos.

FYC // JLG

Fonte: Lusa

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