Produtores convictos que exportação para a Colômbia equilibra mercado da pera rocha

A abertura do mercado da Colômbia à exportação de pera rocha do Oeste vai permitir equilibrar mais a distribuição e os preços ao produtor, mas a organizações do setor ainda não conseguem prever as quantidades que exportarão.

“A abertura deste novo mercado é uma ótima noticia em termos da diversificação dos países onde colocamos o produto o que levará a um maior equilíbrio dos mercados e a um maior controle dos preços ao produtor”, disse o presidente da Associação Nacional de Pera Rocha (ANP), Aristides Sécio, à agência Lusa.

Aristides Sécio reagia ao acordo bilateral assinado entre os ministérios da Agricultura de Portugal e da Colômbia para permitir exportar pera rocha a partir da próxima campanha de produção, que terá início ainda este ano.

“Os impactos poderão incidir já nesta campanha, mas para já está apenas autorizado o procedimento sendo agora necessário fazer contactos comerciais e encontrar compradores que estejam interessados em comercializar a nossa fruta na Colômbia”, sublinhou o mesmo responsável.

Para já “não temos prevista nenhuma missão empresarial”, adiantou Aristides Sécio, convicto de que “esse trabalho terá que ser feito pelas organizações e centrais interessadas em exportar”.

A assinatura do acordo entre os dois países foi anunciada pelo Ministério da Agricultura, na sexta-feira, depois de concluídas as negociações entre a Autoridade Fitossanitária Nacional, Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), e a Autoridade Fitossanitária da Colômbia e o Instituto Colombiano Agropecuário (ICA), para o estabelecimento dos requisitos fitossanitários para a exportação de pera portuguesa para a Colômbia.

Antecipando o acordo, realizou-se em janeiro um pré-registo das centrais fruteiras e dos produtores com interesse no mercado colombiano, tendo sido recebidos pedidos de registo de 15 centrais fruteiras e cerca de 1.000 unidades de produção de pera rocha.

Entre estas contam-se, segundo Aristides Sécio, “as maiores cooperativas e produtores da região”, responsáveis anualmente por uma produção na ordem das 220 mil toneladas de pera rocha, das quais entre 50 a 60% são destinadas à exportação.

De acordo com o ministério, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária e as Direções Regionais de Agricultura e Pescas vão agora implementar o ‘Plano de Trabalho para a Exportação de Pera’, para o sucesso do qual a participação ativa das organizações de produtores será determinante”, acrescenta o comunicado.

A Colômbia é considerada um país estratégico para os produtores de fruta que aguardam agora a conclusão das negociações com o México e o Perú para aumentar as alternativas de distribuição da pera rocha.

A ANP – Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha é a entidade gestora da DOP (Denominação de Origem Protegida) Pera Rocha do Oeste e congrega como associados a maioria das Centrais Fruteiras da região do Oeste, a totalidade dos exportadores e grande parte das associações de agricultores que prestam apoio técnico aos produtores.

DYA/(RCR) // MSF

Fonte: Lusa

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